Ainda dá tempo: inscrições para o 32º Prêmio Jovem Cientista vão até 14 de agosto; vencedor de 2025 é o único brasileiro no Stockholm Junior Water Prize
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Raul, premiado na categoria Ensino Médio, concorre na Suécia com projeto que combina inteligência artificial, dados meteorológicos e saberes tradicionais para prever chuvas

Estudantes e pesquisadores de todo o país têm até a próxima sexta-feira, dia 14 de agosto, para inscrever seus projetos na 32ª edição do Prêmio Jovem Cientista, uma das mais tradicionais iniciativas brasileiras de incentivo à pesquisa científica, promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação Roberto Marinho, com patrocínio da Shell Brasil e apoio de mídia da Editora Globo e Canal Futura. Neste ano, com o tema “Inteligência artificial para o bem comum”, a premiação convida jovens e pesquisadores a desenvolverem soluções que utilizem a tecnologia de forma ética, responsável e conectada aos desafios da sociedade. Os interessados podem acessar o portal para realizar sua inscrição:
Entre os exemplos de como o reconhecimento pode abrir novos caminhos para jovens cientistas está Raul Victor Magalhães Souza, vencedor da edição de 2025, na categoria Estudante do ensino médio. Ele é o único brasileiro selecionado para disputar o Stockholm Junior Water Prize (SJWP) 2026, na Suécia, e concorre com a pesquisa que o consagrou no PJC. O resultado do Prêmio Stockholm Junior Water Prize (SJWP) será anunciado em 25 de agosto de 2026.
Realizado anualmente em Estocolmo durante a World Water Week, o Stockholm Junior Water Prize é considerado uma das principais competições internacionais de ciência voltadas a estudantes do Ensino Médio com pesquisas relacionadas à água. Os trabalhos são avaliados segundo critérios como inovação, impacto, qualidade científica e capacidade de apresentação. Além do prêmio principal, a competição conta com o Diploma of Excellence, destinado a projetos de destaque por sua excelência científica e inovação, e o People’s Choice Award, definido por votação popular. A premiação tem ainda como patrona a princesa herdeira da Suécia, Victoria, Crown Princess of Sweden.
Representando o Brasil na edição de 2026, Raul concorre às principais premiações do SJWP com o projeto “Desenvolvimento de uma ferramenta de aprendizado de máquina híbrida para a predição pluviométrica baseada nos saberes dos profetas da chuva e dados meteorológicos”. A pesquisa propõe integrar técnicas de aprendizado de máquina a conhecimentos tradicionais de observadores da natureza, os chamados profetas da chuva, para contribuir com a previsão de precipitações. No Stockholm Junior Water Prize, o estudante disputa o prêmio principal, concedido ao melhor projeto científico do mundo na área de recursos hídricos, o Diploma of Excellence, e o People’s Choice Award. Para ele, chegar à competição internacional é também consequência da confiança adquirida com o reconhecimento nacional.
“O Prêmio Jovem Cientista me ensinou que devemos tentar e nos inscrever nas oportunidades que aparecem. Além de me premiar enquanto pesquisador, ele fortaleceu minha autoconfiança e a esperança nas coisas que poderiam vir pela frente. Também conquistei maior maturidade científica e uma visão mais crítica quando fui contemplado na categoria de Ensino Médio”, afirma Raul.
Prêmio estimula estudantes à produção científica com foco nos desafios concretos do país
A 32ª edição do Prêmio Jovem Cientista busca justamente estimular trajetórias como a de Raul, aproximando a produção científica dos desafios concretos do país. Os projetos podem abordar qualquer área do conhecimento, desde que estejam relacionados ao uso ético, responsável e socialmente referenciado da inteligência artificial. Ao todo, serão premiados três trabalhos em cada uma das categorias — Estudante do Ensino Médio, Estudante do Ensino Superior e Mestre e Doutor. Os nove vencedores receberão laptops, bolsas de pesquisa do CNPq e prêmios em dinheiro de R$ 5 mil a R$ 40 mil, além do reconhecimento a uma universidade e uma escola pelo desempenho de seus estudantes.
O tema da edição reflete o papel crescente da inteligência artificial em áreas estratégicas como saúde, educação, mobilidade urbana, combate à crise climática e produção de alimentos. Para a diretora de Cooperação Institucional, Internacional e Inovação do CNPq, Dalila Andrade, a pesquisa na área deve contribuir não apenas para o desenvolvimento de ferramentas e processos, mas também para a compreensão dos desafios que precisam ser enfrentados para que a tecnologia gere benefícios amplos à população. “A pesquisa científica sobre inteligência artificial pode contribuir para o desenvolvimento de conhecimento não somente sobre as ferramentas e processos, mas também para compreender os desafios sociais, culturais e de outras naturezas que precisam ser enfrentados. Desta forma, contribui-se para uma IA que promova maior bem-estar de toda a população brasileira”, comenta.
Para a gerente de Programa de Tecnologia Digital da Shell Brasil, Mariana Tiengo, o fortalecimento da pesquisa nacional é fundamental para ampliar a capacidade brasileira de inovação. “O investimento em ciência é essencial para que o país amplie sua capacidade de criar soluções próprias e se posicione de forma mais competitiva em um cenário global orientado pela tecnologia”, destaca. Já a gerente de Produções e Projetos da Fundação Roberto Marinho, Sandra Sérgio, ressalta que o tema da edição propõe aos jovens pesquisadores uma reflexão sobre o impacto social da tecnologia. “Falar em bem comum significa pensar em soluções que considerem o impacto coletivo, a redução das desigualdades, o acesso democrático ao conhecimento e a melhoria real na vida das pessoas. É um convite para incentivarmos o desenvolvimento da ciência e da tecnologia com responsabilidade e, acima de tudo, com compromisso social.”
A iniciativa busca reconhecer talentos em diferentes etapas da formação acadêmica e estimular o desenvolvimento de pesquisas capazes de contribuir para um futuro mais inclusivo e sustentável. A trajetória de Raul, que passou pelo reconhecimento nacional e agora leva seu projeto para uma das mais importantes competições estudantis de ciência do mundo, mostra como o incentivo à pesquisa pode ampliar horizontes e conectar jovens cientistas brasileiros a oportunidades internacionais.
Ciência e IA no Brasil
O CNPq apoia atualmente mais de 100 mil estudantes e pesquisadores bolsistas, formando uma rede essencial para a qualificação e retenção de talentos no país. O ecossistema de inovação conta ainda com dez Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), focados exclusivamente em inteligência artificial. Bolsas, chamadas públicas e premiações cumprem o papel de descentralizar o fomento científico, assegurando que pesquisadores de territórios historicamente vulnerabilizados também protagonizem a produção de conhecimento.
Criado em 1981 pelo CNPq, o Prêmio Jovem Cientista busca revelar talentos, impulsionar a soberania científica nacional e apoiar jovens pesquisadores na busca por saídas inovadoras para as demandas da sociedade. Considerado um dos mais importantes reconhecimentos aos jovens cientistas brasileiros, o prêmio apresenta, a cada edição, um tema importante para o desenvolvimento científico e tecnológico, que atenda às políticas públicas da área e seja de relevância para a sociedade brasileira.
Em quatro décadas de história, a premiação já mobilizou mais de 24 mil projetos e reconheceu o talento de 212 jovens de todas as regiões brasileiras. Os próximos jovens cientistas serão anunciados até novembro de 2026.
Sobre a Fundação Roberto Marinho
A Fundação Roberto Marinho inova, há mais de 40 anos, em soluções de educação para não deixar ninguém para trás. Promove, em todas as suas iniciativas, uma cultura de educação de forma encantadora, inclusiva e, sobretudo, emancipatória, em permanente diálogo com a sociedade. Desenvolve projetos voltados para a escolaridade básica e para a solução de problemas educacionais que impactam nas avaliações nacionais, como distorção idade-série, evasão escolar e defasagem na aprendizagem. A Fundação realiza, de forma sistemática, pesquisas que revelam os cenários das juventudes brasileiras. A partir desses dados, políticas públicas podem ser criadas nos mais diversos setores, em especial, na educação. Incentivar a inclusão produtiva de jovens no mundo do trabalho também está entre as suas prioridades, assim como a valorização da diversidade e da equidade. Com o Canal Futura fomenta, em todo o país, uma agenda de comunicação e de mobilização social, com ações e produções audiovisuais que chegam ao chão da escola, a educadores, aos jovens e suas famílias, que se apropriam e utilizam seus conteúdos educacionais. Mais informações no Portal da Fundação Roberto Marinho. Saiba mais: www.frm.org.br.
Sobre o CNPq
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), criado em 1951, foi o principal ator na construção, consolidação e gestão do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. O CNPq é vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e sua atuação se dá, principalmente, por meio do apoio financeiro a projetos científicos, selecionados por chamadas públicas lançadas periodicamente, e pela concessão de bolsas de pesquisa. Atualmente, são cerca de 100 mil bolsistas em diversas modalidades, desde a iniciação científica até o mais alto nível, as bolsas de Produtividade em Pesquisa. O CNPq também gerencia programas estratégicos para o país, como o de Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), empregando recursos próprios ou oriundos de parcerias nacionais com fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs), universidades, ministérios e empresas públicas e privadas, além das parcerias internacionais. Atua na divulgação científica, com o apoio a feiras de ciências, olimpíadas, publicações e eventos científicos, em especial a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Desde sua criação, o CNPq se encarrega de uma expressiva agenda de cooperação internacional, com destaque à colaboração em programas internacionais - bilaterais, regionais e multilaterais. Por meio do apoio a projetos conjuntos, do intercâmbio de pesquisadores e da participação em organismos internacionais, o Conselho fortalece as parcerias estratégicas para o Brasil, ao encontro do que estabelece a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Sobre a Shell Brasil
Há 112 anos no país, a Shell Brasil é uma companhia de energia integrada, com participação nos setores de Petróleo e Gás, Soluções Baseadas na Natureza, Pesquisa & Desenvolvimento e Trading, por meio da comercializadora Shell Energy Brasil. A companhia está presente ainda no segmento de Biocombustíveis por meio da joint-venture Raízen, que no Brasil também gerencia a distribuição de combustíveis e lubrificantes da marca Shell. A Shell Brasil trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.
