Edital para empreendedores criativos da região portuária do Rio de Janeiro tem inscrições prorrogadas
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Iniciativa do Instituto Cury, Fundação Roberto Marinho e ESPM vai oferecer formação para 200 pessoas e impulsionar 10 negócios locais

Foram prorrogadas até o dia 3 de junho as inscrições para o Voa – sua vez é agora, edital voltado a moradores e empreendedores da Zona Portuária do Rio de Janeiro. O projeto vai oferecer 200 vagas de formação para pessoas que buscam qualificar empreendimentos já em funcionamento e, também, impulsionar ideias que ainda estão no papel. A iniciativa é resultado da parceria entre a Fundação Roberto Marinho, o Instituto Cury e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). As inscrições devem ser feitas no site da co.liga.
O Voa – sua vez é agora é um projeto de formação voltado ao desenvolvimento de iniciativas e ao aprimoramento de negócios com potencial de geração de renda e impacto territorial na região. Para participar, é preciso ter 18 anos ou mais, residir na Zona Portuária ou ter um negócio já em funcionamento nos bairros da Saúde, Santo Cristo, Gamboa, Caju, Cidade Nova ou São Cristóvão, incluindo o Morro da Providência, o Morro do Pinto e o Morro da Conceição.
Estruturado em quatro fases, o projeto está aberto à participação de iniciativas em diferentes níveis de evolução. Além da oferta de formação para 200 pessoas, dez iniciativas receberão apoio técnico e financeiro para implementação de seus negócios na região.
Para Luciana Kamimura, gerente executiva do Instituto Cury, o projeto Voa integra os caminhos que vêm sendo fomentados para contribuir com a mobilidade socioeconômica da região do Porto Maravilha. “O fortalecimento dos empreendedores locais democratiza o acesso à geração de trabalho e renda, além de promover a inclusão socioprodutiva em uma região com saberes e histórias tão relevantes, que deve receber aproximadamente 47 mil novos moradores nas unidades habitacionais com entregas previstas”.
A região portuária do Rio de Janeiro tem grande relevância histórica e cultural para a cidade. Marcado pela ancestralidade, pela coletividade e pelo empreendedorismo, o território se destaca também no cenário atual pela força dos negócios locais. Dados do Mapa Empreendedor Pequena África, publicado no ano passado, mostram que 69% dos empreendedores da região são pessoas negras e 71% são mulheres. Além disso, 70% dos negócios mapeados afirmam atuar com produtos e serviços voltados à população afro-brasileira e/ou à promoção da equidade racial.
Saiba mais sobre a formação
Com 200 vagas, a primeira etapa da formação foca no desenvolvimento de competências essenciais para a área criativa e cultural, como planejamento, comunicação, modelo de negócio e identificação de oportunidades. A proposta é que os participantes aprimorem suas habilidades para organizar e transformar ideias em iniciativas viáveis e estruturadas.
Para Bruna Camargos, coordenadora da co.liga, a conexão com o território é um dos principais diferenciais do projeto. “A iniciativa foi desenhada a pedido do Instituto Cury para fortalecer quem já vive e empreende na Região Portuária, oferecendo uma jornada formativa robusta que qualifica os participantes e, ao mesmo tempo, cria condições para a sustentabilidade de negócios e serviços de micro e pequeno porte que já existem na região. É uma ação que aposta no impacto coletivo, na permanência dos empreendedores no território e na consolidação das economias locais”.
Os participantes que concluírem a formação poderão avançar para as etapas seguintes, dedicadas à imersão e à aceleração dos negócios. Nessa fase, o edital selecionará 20 propostas que receberão mentorias e apoio técnico para aprimorar e estruturar suas ideias, tornando-as mais consistentes e preparadas para a implementação. Para apoiar essa trajetória, o projeto também oferecerá auxílio financeiro, permitindo que os participantes se dediquem ao desenvolvimento de suas iniciativas.
Ao final do processo, os participantes apresentam suas propostas a uma banca avaliadora, que selecionará dez empreendimentos para receber um capital semente de R$ 10 mil, destinada à implementação e ao fortalecimento dos negócios. Cada iniciativa escolhida será acompanhada por mais seis meses, com foco em sua consolidação e sustentabilidade.
Para Rodrigo Carvalho, professor e coordenador da Aceleradora Base ESPM, o empreendedorismo é uma ferramenta de transformação social e, nesse contexto, a inovação surge como caminho para o desenvolvimento de soluções voltadas a desafios locais. Segundo ele, quando os atores estão conectados ao território, o impacto das iniciativas tende a ser mais consistente e duradouro.
“Os participantes que chegarem a fase de aceleração, podem esperar uma profunda reflexão sobre os modelos de negócios que estão construindo. Será um percurso orientado por mentores e professores, considerando que cada negócio tem seu próprio ritmo de desenvolvimento. O mais importante é que todos concluam com técnicas consolidadas e um plano de ação concreto, seja para entrar no mercado, ampliar a geração de receita ou estruturar melhor suas ideias. O projeto também se propõe a ser um espaço de experimentação para novos produtos e serviços, fortalecendo, na prática, o processo de inovação”, explica Rodrigo Carvalho.
Como fazer sua inscrição
Para se inscrever no edital Voa – sua vez é agora, é necessário realizar cadastro na co.liga, escola gratuita e digital de economia criativa, cultura e tecnologia: https://coliga.digital/pt-BR. Após criar o perfil na plataforma, o candidato deve ler atentamente o edital, completar suas informações pessoais e verificar se atende aos pré-requisitos para participar. Em seguida, é preciso fazer também a inscrição específica no edital dentro do ambiente da co.liga.
