Programas de Aprendizagem Baseada em Trabalho e de Educação Profissional Técnica - Políticas que Funcionam
Compartilhar
A transição da escola para o mercado de trabalho constitui um dos principais desafios enfrentados por jovens em contextos de desigualdade. Programas de aprendizagem baseada em trabalho (work-based learning – WBL) e de educação profissional técnica buscam responder a esse desafio ao integrar formação teórica e experiência prática em contextos educacionais e de trabalho, aproximando a qualificação dos estudantes das demandas do setor produtivo.
No Brasil, essa agenda se materializa em diferentes arranjos institucionais, do ensino técnico integrado ao ensino médio até os cursos de formação inicial e continuada (FIC) e o PROEJA, refletindo concepções distintas sobre o papel da educação profissional e seu público-alvo. Este relatório analisa se e em que condições esses programas efetivamente aumentam a inserção profissional dos seus egressos.
O estudo baseia-se em uma revisão sistemática da literatura que resultou na seleção de 20 trabalhos, brasileiros e internacionais, sobre programas de aprendizagem baseada em trabalho e educação profissional técnica. O corpus é composto majoritariamente por estudos qualitativos e mistos, com três estudos quantitativos, o que reflete um campo ainda pouco consolidado em termos de avaliações de impacto com identificação causal robusta. Por isso, a síntese não busca estimar um efeito médio único, mas identificar padrões recorrentes de associação entre desenho das intervenções e resultados de empregabilidade, renda e qualidade da inserção ocupacional.
Os resultados indicam que, de modo geral, a conclusão de cursos de educação profissional técnica está associada a melhores resultados no mercado de trabalho. Treze dos vinte estudos analisados reportam associações positivas, incluindo maior empregabilidade, aumento da renda e redução do tempo de transição entre escola e trabalho.
